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Coral invasor próximo à Reserva Marinha Biológica do Arvoredo

Espécie invasora de coral é encontrada no litoral de Santa Catarina, próxima à Reserva Marinha Biológica do Arvoredo. A ocorrência do coral-sol (Tubastraea coccinea) já foi documentada em plataformas de petróleo e é a primeira vez que ocorre no Sul do Brasil.

coral-sol

A notícia foi retirada do Site da UFSC e pode ser conferida integralmente AQUI.

Cartilhas Ambientais

O site da FATMA possui uma seção de downloads de cartilhas ambientais muito interessantes e didáticas.

Clicando AQUI você poderá acessá-las. Destacamos a edição 22, que aborda o tema Espécies Exóticas Invasoras.

Para mais informações: http://www.fatma.sc.gov.br/

Goiabeira é invasora? Mangueira e jaqueira também?

Goiabeira é invasora? Mangueira e jaqueira também?

Autora: Renata Martins Plucenio

Uma espécie é chamada de exótica quando está em um local diferente de sua distribuição natural. Porém, nem toda espécie exótica é invasora. Ela será considerada invasora quando expandir sua distribuição nesse novo hábitat e ameaçar a diversidade biológica nativa.

Por exemplo, a roseira é nativa do hemisfério Norte e foi trazida para o Brasil pelos jesuítas em meados de 1500, sendo utilizadas nas cerimônias religiosas. Então, ela é exótica, porém não é invasora, pois aqui ela não expande a sua distribuição e não ameaça a diversidade biológica nativa.

A ameaça que uma espécie exótica invasora traz ao ambiente é preocupante, sendo considerada como a segunda maior causa de perda de biodiversidade, depois da fragmentação de hábitats naturais por ações antrópicas.

Além da problemática ambiental, o dano econômico é outra consequência da disseminação de espécies exóticas invasoras. No Brasil, apesar de ainda haver relativamente pouca informação disponível sobre o assunto, as perdas agrícolas anuais relacionadas a algas, ácaros e plantas exóticas invasoras em lavouras estão em torno de 42,6 bilhões de dólares (sem contabilizar o dano ambiental).

E quem está querendo saber sobre goiabeira, mangueira e jaqueira… Sim, elas são exóticas invasoras! A goiabeira (Psidium guajava) é nativa da América Tropical, entre o sul do México e norte da América do Sul e ela invade áreas em diferentes graus de perturbação e forma densas touceiras. Em Galápagos, goiabeiras em formações dominantes sombreiam espécies nativas, ameaçando a sobrevivência de algumas espécies endêmicas. Aqui no Brasil, casos de invasão foram registrados nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

Controle mecânico de goiabeira em Isabela, Galápagos, onde se estima haver 40 mil hectares de bosque de goiabeiras (Foto: http://www.galapagospark.org/).

A mangueira (Mangifera indica) é nativa da região de Índia, na região de Assam-Arunachal-Myanmar e na base do Himalaia oriental e da cordilheira do Ghats oriental, e foi trazida para o Brasil pelos portugueses no século 16, para fins alimentares. É uma espécie que invade regiões de savana e estepe. Em ambiente ciliar, gera alteração do pH da água por apodrecimento das folhas e frutos em grande quantidade. Também tem impacto sobre a dispersão de espécies nativas zoocóricas, pois é utilizada como fonte de alimento por animais e consequentemente,  diminui o consumo de frutos nativos e sua dispersão. Há registros de sua invasão em diversos locais do globo, como México, Austrália, China, Estados Unidos, Equador, França, entre outros. E no Brasil, ela está em situação de invasão nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil.

Cerca de 200 mangueiras foram “aneladas” na Serra das Araras (MT), para devolver lugar à vegetação nativa do Cerrado (Foto: Andreia Fanzeres, em http://www.oeco.com.br)

Já a jaqueira (Artocarpus heterophyllus) é nativa da Índia (montanhas dos Ghats ocidentais) e Península da Malásia. Ela foi trazida para o Brasil por volta do século 18 através da Bahia, para fins alimentares. A espécie se adapta a uma grande variedade de ambientes e ocupa áreas florestais, substituindo a vegetação natural, inibindo a germinação de sementes de espécies nativas por alelopatia. A jaqueira também tem caso de invasão na Polinésia Francesa e no Brasil, casos de invasão foram registrados nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul.

Esses são apenas alguns exemplos de plantas vistas como tipicamente brasileiras, dentro das 383 outras espécies (entre animais e plantas) e estão cadastradas no banco de dados (www.institutohorus.org.br), que são invasoras no Brasil e acabam por alterar processos ecológicos e de estrutura da comunidade no ambiente invadido.

Lista de espécies exóticas invasoras de Santa Catarina

Segue abaixo a lista oficial de espécies exóticas invasoras do Estado de Santa Catarina, reconhecida pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente – CONSEMA

Categoria 1: Espécies que tem proibido sua posse, domínio, transporte, soltura, propagação, cultivo, criação, comércio, doação ou aquisição sob qualquer forma.

 Categoria 2: Espécies cuja criação ou cultivo são permitidos sob condições controladas, estando sujeitas a normas e condições específicas.

 

MAMÍFEROS

Nome Científico

Nome popular

ambiente

Categoria

Capra hircus

cabra

Floresta Ombrófila Densa

2

Callithrix geoffroy

sagüi

Floresta Ombrófila Densa

1

Callithrix jacchus

Mico-comum, sagüi-do- tufo- ranco

Floresta Ombrófila Densa

1

Callithrix penicilata

Sagüi-do-tufo-preto

Floresta Ombrófila Densa

1

Lepus europaeus

lebre européia

Estepe, Floresta Ombrófila Densa,Floresta Ombrófila Mista

1

Oryctolagus cuniculus

coelho

Floresta Ombrófila Densa

2

Mus musculus

camundongo

Estepe Floresta Ombrófila Mista

1

Rattus norvegicus

Rato-de-esgoto ratazana

FlorestaOmbrófila Densa FlorestaOmbrófilaMista

1

Rattus rattus

rato preto

Estepe Floresta Ombrófila Densa Floresta Ombrófila Mista

1

Cavia porcellus

Porquinho-da-índia

Floresta Ombrófila Densa

2

Sus scrofa

javali

Floresta Ombrófila Densa Floresta Ombrófila Mista

1

 RÉPTEIS

Nome Científico

Nome popular

Ambiente

Categoria

Trachemys dorbigni

tigre d’água

Floresta Ombrófila Densa

1

Trachemys scripta elegans

tigre d’água americano

doce

1

 

ANFÍBIOS

Nome Científico

Nome popular

Ambiente

Categoria

Lithobates catesbeianus

rã touro

Água doce

1

PEIXES

Nome científico

Nome popular

Ambiente

Categoria

Clarias gariepinus

bagre africano

Águadoce e Marinho

1

Cyprinus carpio

carpa

Agua doce

2

Ctenopharingodonidellus

carpa capim

Agua doce

2

Hipophtalmichthys molitrix

carpa prateada

Água doce

2

Hipophtalmichthys nobilis

carpa de cabeça grande

Água doce

2

Ictalurus punctatus

bagre do canal

Água doce

2

Micropterus salmoides  black bass  Água doce  1
Omobranchus punctatus  muzzled blenny  Marinho 1
Oncorhynchus mykiss  truta arco íris  Água doce  2
Oreochromis niloticus  tilápia do nilo  Água doce  2
Piaractus mesopotamicus  pacu  caranha Água doce 2
Poecilia reticulata  barrigudinho Água doce  1
Tilapia rendalli tilápia Água doce 1

INVERTEBRADOS TERRESTRES

Nome Científico  Nome popular Ambiente  Categoria
Aedes aegyptii  mosquito da dengue  Urbano 1
Aedes albopictus  mosquito da dengue  Urbano  1
Zaprionus indianus  mosca mosca do figo  Floresta Ombrófila Densa 1
Tylus niveus  tatuzinho de jardim  Floresta Ombrófila Densa 1
Achatina fulica  caramujo gigante africano, caracol gigante africano  Floresta EstacionalDecidual FlorestaOmbrófila Densa Formações PioneirasdeInfluência Marinha Urbano 1
Helix aspersa  escargot  Formações Pioneiras de Influência Marinha Periurbano –Urbano  1

 INVERTEBRADOS MARINHOS

Nome Científico  Nome popular  Ambiente  Categoria
Litopenaeus vannamei  camarão branco  Marinho  2
Megabalanus coccopoma   craca  Costão rochoso  1
Temora turbinata  copépode  Marinho costeiro  1
Tubastraea coccinea  coral laranja, coral sol  Marinho costeiro  1
Tubastraea tagusensis  coral sol  Marinho costeiro  1
Crassostrea gigas  ostra do pacífico  Marinho costeiro  2
Melanoides tuberculatus  melanóide  Água doce marinho costeiro  1

INVERTEBRADOS DE ÁGUA-DOCE

Nome Científico

Nome popular

Ambiente

Categoria

Corbicula flumínea

berbigão asiático

Água doce

1

Corbicula largillierti

berbigão asiático

Água doce

1

Melanoides tuberculatus

melanóide

Água doce marinho costeiro

1

PROTISTA

Nome científico  Ambiente  Categoria
Coscinodiscus wailesii  Marinho costeiro  1

 

REINO PLANTAE

Nome Científico

Nome comum

Ambiente

Categoria

Furcraea foetida

Piteira, pita

Floresta Ombrófila Densa Submontana

1

Archontophoenix cunninghamiana

Palmeira real da austrália

Floresta OmbDensa Submontana

1

Tithonia diversifolia

Margaridão

Formações Pioneiras de Influência Marinha (Restingas)

1

Impatiens walleriana

Beijinho,  Maria sem vergonha

Estepe Gramíneo-Lenhosa;

Floresta Ombrófila Densa;

Periurbano; Urbano

2

Tecoma stans

Ipê de jardim,  amarelinho

Estepe Parque; Floresta

Estacional Decidual; Floresta

Ombrófila Densa; Floresta

Ombrófila Mista

1

Thunbergia grandiflora

Tumbérgia azul

Floresta Ombrófila Densa Submontana

1

Lonicera japonica

Madressilva

Floresta Ombrófila Mista

1

Casuarina equisetifolia

Casuarina

Formações Pioneiras de

Influência Marinha (Restingas);

Floresta Ombrófila Densa

Submontana; Periurbano

1

Anotrichium yagii

Alga vermelha

Marinho,litoral-fundo rochoso

1

Terminalia catappa

Amendoeira

Formações Pioneiras de Influência Marinha (Restingas)

2

Tradescantia zebrina

Trapoeraba roxa

Floresta Ombrófila Densa das

Terras Baixas; Floresta

Ombrófila Densa Submontana

1

Sechium edule

Chuchu

Floresta Ombrófila Densa

2

Aleurites moluccana

Saboneteira

Floresta Ombrófila Densa Submontana

1

Acacia longifolia

Acácia trinervis

Formações Pioneiras de Influência Marinha Restingas

1

Acacia mearnsii

Acácia negra

Formações Pioneiras de Influência Marinha (Restingas)

1

Acacia podalyriifolia

Acácia mimosa

Floresta Ombrófila Influência Marinha (Restingas)

1

Mimosa caesalpiniifolia

Sansão do campo, sabiá

Floresta Ombrófila DensaSubmontana; Floresta Ombrófila

Densa Montana

1

Ulex europaeus

Tojo

Estepe (Campos GeraisPlanálticos e Campanha Gaúcha);

Floresta Ombrófila Mista

1

Magnolia champaca  Magnólia amarela  Floresta Ombrófila Densa  1

Melia azedarach

Cinamomo,  santa bárbara

Estepe Gramíneo-Lenhosa;Floresta Ombrófila Densa;

Floresta Ombrófila Mista

2

Artocarpus heterophyllus

Jaqueira

Floresta Ombrófila Densa Submontana

2

Morus nigra

Amoreira preta

Floresta Ombrófila Mista Montana

2

Musa rosácea

Banana flor

Floresta Ombrófila Densa,Floresta Ombrófila Mista,Formações Pioneiras de

Influência Marinha (Restingas)

1

Eucalyptus spp

Eucalipto

Estepe, áreas degradadas deFloresta Ombrófila Mista;Formações Pioneiras de

Influência Marinha

2

Psidium guajava

Goiabeira

Floresta Ombrófila Densa

2

Ligustrum japonicum

Alfeneiro

ligustro Floresta Estacional Decidual

1

Ligustrum spp.

Alfeneiro,  ligustro

Floresta Ombrófila Mista

1

Pinus elliottii

Pínus

Todos os ambientes terrestres

2

Pinus spp.

Pínus

Todos os ambientes terrestres

2

Pinus taeda

Pínus

Todos os ambientes terrestres

2

Pittosporum undulatum

Pau incenso

Floresta Ombrófila Mista

1

Cynodon dactylon

Capim estrela

Floresta Ombrófila Mista Montana

1

Melinis minutiflora

Capim gordura

Formações Pioneiras deInfluência Marinha (Restingas);Floresta Ombrófila Densa; Estepe

Gramíneo-Lenhosa

1

Melinis repens

Capim ganhafoto

Formações Pioneiras deInfluência Marinha (Restingas);Floresta Ombrófila Densa; Estepe

Gramíneo-Lenhosa; Urbano

1

Pennisetum purpureum

Capim colonião

Floresta Ombrófila Mista

2

Urochloa máxima

Braquiária

Todos os ambientes terrestres

2

Urochloa sp

Braquiária

Todos os ambientes terrestres

2

Hovenia dulcis

Uva do japão

Floresta Estacional Decidual,Estepe Gramíneo-Lenhosa;Floresta Ombrófila Mista;

Floresta Ombrófila Densa;

2

Eriobotrya japonica – Nêspera

ameixa amarela

Floresta Ombrófila Densa Mista

2

Rubus rosifolius

morango silvestre

Floresta Estacional Decidual

1

Rubus ulmifolius

morango silvestre

Floresta Estacional Decidual

1

Citrus limon

Limão vermelho

Estepe Gramíneo Lenhosa Floresta Ombrófila Mista

2

Citrus sinensis

Limão

Estepe Gramíneo Lenhosa

2

Hedychium coronarium

Lírio do brejo

Formações Pioneiras de Influência Fluvial

1

 

Peixe-leão: Uma ameaça à biodiversidade na América do Sul

O Peixe-leão (Pterois volitans), nativo dos oceanos Pacífico e Índico, tornou-se uma ameaça à biodiversidade marinha da costa da América do Sul.  Como se alimenta de vários peixes menores, causa desequilíbrio no ecossistema e pode, inclusive, gerar a extinção de outras espécies.

Confira aqui a notícia completa 

Peixe-leão

Fonte:

Terra, http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5256346-EI238,00-Peixeleao+pode+dizimar+especies+na+America+do+Sul.html, acesso em 09 de agosto de 2011.

Espécies invasoras afetam ecossistemas do país causando perda anual de R$ 100 bilhões

As invasões bárbaras – A introdução pelo homem de espécies exóticas em determinados ecossistemas ajudou a moldar países como o Brasil, que teve no café (Coffea arabica) a base de sua economia. Mas é também a maior causa de extinções no mundo nos últimos quatro séculos. As invasoras competem e, muitas vezes, prevalecem sobre as nativas. Podem também provocar danos à saúde humana. Um exemplo é o mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, que, como o nome diz, veio do Egito. O governo estima que o prejuízo provocado pelas espécies invasoras no Brasil ultrapasse R$ 100 bilhões por ano. Reportagem de Karina Ninni – O Estado de São Paulo.

Leia aqui a notícia na íntegra

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